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Publicado em 11/08/2017

Com a sala Pará cheia de participantes, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, abriu sua palestra “Cenário político e econômico e os impactos na engenharia”, chamando a atenção de todos com a afirmação de que paralelamente à crise financeira e política que o Brasil vive, muitas revoluções estão acontecendo e poucos estão percebendo.
 
Martins pontua que os entraves políticos estão impactando diversos setores produtivos, mas que uma grande parcela cai para a construção civil, citando ainda como exemplo a quantidade de empregos que a construção civil perdeu em 2016, que equivale à população do Amazonas, quase 4 milhões. “O Brasil vive um novo momento. Hoje temos uma taxa Selic de um dígito – 7,5 % no final de 2017, captação de caderneta de poupança negativa, um estado incapaz de investir e a necessidade de parcerias entre o setor público e o privado para que o desenvolvimento do país não pare. Com tantas revoluções, temos o desafio de sobreviver para usufruir a retomada”, afirmou Martins.
 
Entre os caminhos apontados pelo engenheiro para a reestruturação da construção civil, José Carlos destacou a necessidade de as empresas investirem em tecnologia. “A sobrevivência e o crescimento das empresas estão ancorados na competência técnica. Podemos citar a necessidade de investir em tecnologias, entre elas o BIM (Building Information Modeling – Modelagem de Informações da Construção)”, explicou.
 
O presidente da Cbic ressaltou que a sociedade está cobrando mais ética nas ações e a reputação dos gestores tornou-se atributo essencial para a sobrevivência das empresas. “Os brasileiros acederam a luz e  agora é praticamente impossível fazer algo na promiscuidade”.
 
Engenheiro há quase 40 anos, José Carlos diz que os engenheiros do Brasil precisam bater no peito e mostrar todas as coisas boas que a engenharia fez ao longo dos anos. “Temos a oportunidade e a responsabilidade de recolocar a engenheira nacional no ponto que ela deve estar depois de tantos escândalos. Não podemos misturar gente que fez coisa errada com engenharia”, disse.
 
 
(Laila Moraes / Equipe de Comunicação do Sistema Confea/Crea e Mútua)
 

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